Amanhã
Quando eu morrer,
Eu quero ser enterrado
Virado para oriente
De pé, braços cruzados,
À espera que nasça o Sol;
Quer seja enterro falado
(Um enterro burguês a valer),
Quer seja de pobre-diabo
Eu quero ficar assim:
De pé, braços cruzados,
À espera que nasça o Sol!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
SEGUIDORES
30 de junho de 2006
O Amanhã Será Nosso
Nem as grilhetas nos pés
Nem as algemas nos pulsos
Nem a voz abafada
Por este falso céu que nos comprime
Será capaz de impedir
Este grito potente
De Homem com raízes de chão:
O Amanhã será nosso
Porque é nossa a razão!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Nem as algemas nos pulsos
Nem a voz abafada
Por este falso céu que nos comprime
Será capaz de impedir
Este grito potente
De Homem com raízes de chão:
O Amanhã será nosso
Porque é nossa a razão!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Diálogo com Paul Eluard
ao meu filho João
Tempo, corre depressa
Ao assalto dos muros que barram
Os caminhos e as palavras.
E a onda do tempo avassaladora,
Correu, correu, rodopiou à volta do mundo
E venceu todos os Muros picados de balas!
Venceu?
Vencerá ainda, porque há Sol todos os dias
E a Madrugada é infinda!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Construção Civil
Não foi prever em vão tanto sonhar
Como nunca ficou só reduzido
A palavras, o quanto foi vivido:
Dos sonhos e actos meço o caminhar
E das palavras, rumo a fabricar...
Nem é por mim que luto repartido,
Mas também estarei no prometido
Futuro que nos há-de realizar...
Se sonho, falo, avanço, o muito, o pouco,
Feito passos da vida em tom agudo,
Foi argamassa e pedra no cabouco
Duma casa inventada para escudo,
Tendo como ético tom... só rebouco
Desta sanguínea cor que pus em tudo!...
António Cardoso
"21 Poemas da Cadeia"
Como nunca ficou só reduzido
A palavras, o quanto foi vivido:
Dos sonhos e actos meço o caminhar
E das palavras, rumo a fabricar...
Nem é por mim que luto repartido,
Mas também estarei no prometido
Futuro que nos há-de realizar...
Se sonho, falo, avanço, o muito, o pouco,
Feito passos da vida em tom agudo,
Foi argamassa e pedra no cabouco
Duma casa inventada para escudo,
Tendo como ético tom... só rebouco
Desta sanguínea cor que pus em tudo!...
António Cardoso
"21 Poemas da Cadeia"
Árvore Subversiva
Nasceu uma árvore no meio da rua!
E veio um polícia e não sabia o que fazer.
E veio gente que não compreendia.
O polícia foi à Esquadra
E participou ao chefe.
- Corte-se a árvore
E avise-se a Natureza
Que não admitimos quebra de disciplina
Numa pacata cidade burguesa!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
E veio um polícia e não sabia o que fazer.
E veio gente que não compreendia.
O polícia foi à Esquadra
E participou ao chefe.
- Corte-se a árvore
E avise-se a Natureza
Que não admitimos quebra de disciplina
Numa pacata cidade burguesa!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
É Preciso Construir um Mundo Melhor
Os nervos torcidos
O coração destroçado no naufrágio da vida:
Mar negro a vida, sem escolhos que firam mas que firmem.
Bem sei que há sol que há luz
E que as flores amanhã serão vermelhas, azuis, de qualquer cor...
Bem sei que feia ou dura
A vida é para se viver.
Mas sei de uma maneira vazia
Como o olhar vidrado de um morto.
Cortem-me o corpo a chicote
Ou crivem-me de baionetas
A verdade é esta, em palavras secas:
É preciso construir um mundo melhor!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
O coração destroçado no naufrágio da vida:
Mar negro a vida, sem escolhos que firam mas que firmem.
Bem sei que há sol que há luz
E que as flores amanhã serão vermelhas, azuis, de qualquer cor...
Bem sei que feia ou dura
A vida é para se viver.
Mas sei de uma maneira vazia
Como o olhar vidrado de um morto.
Cortem-me o corpo a chicote
Ou crivem-me de baionetas
A verdade é esta, em palavras secas:
É preciso construir um mundo melhor!
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Poema Panfletário
Duras serão as pedras no chão que pisaremos.
Por serem duras é que abandonei
Os caminhos movediços
Deste mundo em agonia...
Suaves serão as palavras que falaremos.
Por serem suaves é que abandonei
Os caminhos movediços
Deste mundo em agonia...
Pedras e palavras: certas, necessárias
Duras, suaves e seguras.
E uma casa nova.
E caminhos novos de alegria...
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Por serem duras é que abandonei
Os caminhos movediços
Deste mundo em agonia...
Suaves serão as palavras que falaremos.
Por serem suaves é que abandonei
Os caminhos movediços
Deste mundo em agonia...
Pedras e palavras: certas, necessárias
Duras, suaves e seguras.
E uma casa nova.
E caminhos novos de alegria...
António Cardoso
"Poemas de Circunstância (1949-1960)"
Extroversão de Um Introvertido
Este poema seria um poema triste
Se não fosse impossível d'escrever;
Teria a tessitura do que existe
Na lágrima que não pode nascer...
Mas mágoa, interior, um quase nada,
Não é literatura pra dizer...
Toda a dor funda e aguda é bem calada,
Enfim, no mundo há muito que fazer...
Portanto, o que interessa é o que afirmo
Construindo-me: a vida tem seu rumo
Lançado: meus irmãos querem calor...
Se errei ou não, mas sempre de pé, dir-mo-á
Esta vida jogada. O sol a prumo,
Futuro, que em mim teço, é construtor...
António Cardoso
"21 Poemas da Cadeia"
Se não fosse impossível d'escrever;
Teria a tessitura do que existe
Na lágrima que não pode nascer...
Mas mágoa, interior, um quase nada,
Não é literatura pra dizer...
Toda a dor funda e aguda é bem calada,
Enfim, no mundo há muito que fazer...
Portanto, o que interessa é o que afirmo
Construindo-me: a vida tem seu rumo
Lançado: meus irmãos querem calor...
Se errei ou não, mas sempre de pé, dir-mo-á
Esta vida jogada. O sol a prumo,
Futuro, que em mim teço, é construtor...
António Cardoso
"21 Poemas da Cadeia"
Aviso
Não se iludam:
Eu sou um gajo magro
E até baixo,
Pouco para desfazer...
Mas cuidado com o verde
A nascer
À superfície de mim
Depois de enterrado
António Cardoso
"5 poemas escritos
no Campo de Concentração do Tarrafal"
África nº 3
Eu sou um gajo magro
E até baixo,
Pouco para desfazer...
Mas cuidado com o verde
A nascer
À superfície de mim
Depois de enterrado
António Cardoso
"5 poemas escritos
no Campo de Concentração do Tarrafal"
África nº 3
Conhecer António Cardoso
Textos Dispersos de António Cardoso
5 poemas escritos no Tarrafal. África – Literatura, Arte e Cultura, Vol. I, nº 3, Ano I, Lisboa, Janeiro/Março 1979, p. 292
Diversos
CARDOSO, Pedro
As circunstâncias e os poemas de António Cardoso
COSTA, Humberto Baptista da
Em Memória de António Cardoso
ERVEDOSA, Carlos
Roteiro da Literatura Angolana. Sociedade Cultural de Angola, Luanda, 1974, p. 101.
FERREIRA, Manuel
Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa. Vol. II, MEIC/Secretaria de Estado da Investigação Científica, Biblioteca Breve vol. 7, Lisboa, 1977, pp. 29/30.
GOMES, Beto
Poesia Africana de Expressão Portuguesa
Jornal de AngolaAntónio Cardoso homenageado em Luanda
KANDJIMBO, Luís
Esboço para uma Bibliografia da Ficção Literária Angolana
LARANJEIRA, Pires
1. Antologia da Poesia Pré-Angolana (1948-1974). Edições Afrontamento, Porto, 1975. pp.16/22 e 64.
2. Três Poetas em Qualquer Circunstância. JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 20 Agosto 2003.
SanzalAngolaLiteratura – António Cardoso
União de Escritores Angolanos
1. Antologia
2. António Cardoso oferece ”Poemas de Circunstância”
3. Biografia
4. Lavra & Oficina, Caderno Especial em saudação à VI Conferência dos Escritores Afro-Asiáticos. UEA, Luanda, 1979. pp. 24/26.
5. Morreu António Cardoso
António Cardoso. BioBibliografia

ANTÓNIO Dias CARDOSO nasceu a 8 de Abril de 1933 em Luanda, onde fez os estudos liceais.
Foi empregado bancário e comercial e exerceu funções na secretaria da ANANGOLA – Associação dos Naturais de Angola.
Pertenceu à direcção da Sociedade Cultural de Angola.
Foi um dos fundadores do Cine Clube de Luanda.
Passou 3 anos nas cadeias de Luanda (foi preso pela PIDE em 1959 e em 1961, por duas vezes) e 10 no Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, de onde foi libertado a 1 de Maio de 1974.
Após a libertação foi presidente do Directório do MDA - Movimento Democrático de Angola, tendo sido integrando no MPLA em 1975; foi eleito para a primeira comissão directiva provincial deste Movimento em Luanda, director do Centro de Investigação Histórica do Comité Central e do jornal Progresso, então o seu órgão oficial.
Exerceu a actividade de jornalista da imprensa escrita e falada: dirigiu os serviços de informação da Emissora Oficial de Angola (Rádio Nacional de Angola), responsável pela página literária Resistência do Diário de Luanda e trabalhou na, então, Secretaria de Estado da Cultura.
É membro fundador da UEA - União de Escritores Angolanos.
A sua estreia literária deu-se no boletim Estudante, órgão dos alunos do Liceu Salvador Correia.
Publicou também na revista Mensagem, da Anangola.
Está incluído em várias antologias e revistas de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, para citar apenas os paises de expressão portuguesa. A grande maioria da sua obra foi escrita na cadeia, estando inédita uma boa parte do seu acervo literário.
Faleceu em Lisboa, a 25 de Junho de 2005, após doença prolongada.
BIBLIOGRAFIA
S. Paulo, (poesia) caderno colectivo da colecção Imbondeiro, 1960
Poemas de Circunstância, 1961
Panfleto, (poesia) 1979
21 Poemas da Cadeia, 1979
Economia Política (Poética) , 1979
A Fortuna - Novela de amor, 1980
Baixa & Musseques, (contos) 1980
A casa de Mãezinha - Cinco Histórias Incompletas de Mulheres, (novela) 1980
Lição de Coisas, (poesia) 1980
Nunca é Velha a Esperança, (poesia) 1980
Chão de Exílio, (poesia) 1980
Poemas de Circunstância (1949-1960), 2003
admário costa lindo
29 de junho de 2006
Lição de Moral
Se não acreditasse no Homem
E num futuro melhor,
Deixaria que o monstro de ferro me matasse
Num suicídio banal.
Se não acreditasse noutro Sol de outra Manhã
Dum outro Amor,
Já o Mar salgado, enorme,
Me teria levado a descansar…
Traz as tuas mãos, irmão,
Junta a tua dor à minha
Fome de viver sem algemas
E caminha.
Caminhemos…
António Cardoso
“Poemas de Circunstância (1949-1960)”
E num futuro melhor,
Deixaria que o monstro de ferro me matasse
Num suicídio banal.
Se não acreditasse noutro Sol de outra Manhã
Dum outro Amor,
Já o Mar salgado, enorme,
Me teria levado a descansar…
Traz as tuas mãos, irmão,
Junta a tua dor à minha
Fome de viver sem algemas
E caminha.
Caminhemos…
António Cardoso
“Poemas de Circunstância (1949-1960)”
26 de junho de 2006
Estrada
Luanda Dondo vão,
cento e tal quilômetros
mangas e cajus
marcos brancos
meninos nus
Branco algodão
crescendo
corpos negros
na cacimba
O Lucala corre
confiante
indiferente à ponte que ignora
Verdes matas
Sangram vermelhas acácias
imbondeiros festejam
o minuto da flor anual
Na estrada
o rebanho alinha
pelo verde
verde capim
Adivinhados
caqui lacraus
de capacete giz
trazem a morte
Meninos
se embalam
em mães velhas
de varizes:
Rios azuis
da longa estrada
E é fevereiro
sardões ao sol
Cassoalala
Eia Mucoso
tão cheio agora
Adivinhados
permanecem
lacraus caqui
capacetes giz
Não param as colheitas
Que razão seriam
fevereiro
acácias sangrando vermelho
verdes sisais
cantando o parto
da única flor?
Não param as colheitas!
Luandino Vieira
in
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
cento e tal quilômetros
mangas e cajus
marcos brancos
meninos nus
Branco algodão
crescendo
corpos negros
na cacimba
O Lucala corre
confiante
indiferente à ponte que ignora
Verdes matas
Sangram vermelhas acácias
imbondeiros festejam
o minuto da flor anual
Na estrada
o rebanho alinha
pelo verde
verde capim
Adivinhados
caqui lacraus
de capacete giz
trazem a morte
Meninos
se embalam
em mães velhas
de varizes:
Rios azuis
da longa estrada
E é fevereiro
sardões ao sol
Cassoalala
Eia Mucoso
tão cheio agora
Adivinhados
permanecem
lacraus caqui
capacetes giz
Não param as colheitas
Que razão seriam
fevereiro
acácias sangrando vermelho
verdes sisais
cantando o parto
da única flor?
Não param as colheitas!
Luandino Vieira
in
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
Canção para Luanda
A pergunta no ar
no mar
na boca de todos nós:
- Luanda onde está?
Silêncio nas ruas
Silêncio nas bocas
Silêncio nos olhos
- Xê
mana Rosa peixeira
responde?
- Mano
Não pode responder
tem de vender
correr a cidade
se quer comer!
"Ola almoço, ola almoçoéé
matona calapau
ji ferrera jiferrerééé"
- E você
mana Maria quitandeira
vendendo maboque
os seios-maboque
gritando
saltando
os pés percorrendo
caminhos vermelhos
de todos os dias?
"maboque, m'boquinha boa
dóce dócinha"
- Mano
não pode responder
o tempo é pequeno
para vender!
Zefa mulata
o corpo vendido
batom nos lábios
os brincos de lata
sorri
abrindo o seu corpo
- seu corpo-cubata!
Seu corpo vendido
viajado
de noite e de dia.
- Luanda onde está?
Mana Zefa mulata
o corpo-cubata
os brincos de lata
vai-se deitar
com quem lhe pagar
- precisa comer!
- Mano dos jornais
Luanda onde está?
As casa antigas
o barro vermelho
as nossas cantigas
trator derrubou?
Meninos das ruas
caçambulas
quigosas
brincadeiras minhas e tuas
asfalto matou?
- Manos
Rosa peixeira
quitandeira Maria
você também
Zefa mulata
dos brincos de lata
- Luanda onde está?
Sorrindo
as quindas no chão
laranjas e peixe
maboque docinho
a esperança nos olhos
a certeza nas mãos
mana Rosa peixeira
quitandeira Maria
Zefa mulata
- os panos pintados
garridos
caídos
mostraram o coração:
- Luanda está aqui!
Luandino Vieira
in
- Antologia Temática de Poesia Africana, I – Na Noite Grávida de Punhais
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
no mar
na boca de todos nós:
- Luanda onde está?
Silêncio nas ruas
Silêncio nas bocas
Silêncio nos olhos
- Xê
mana Rosa peixeira
responde?
- Mano
Não pode responder
tem de vender
correr a cidade
se quer comer!
"Ola almoço, ola almoçoéé
matona calapau
ji ferrera jiferrerééé"
- E você
mana Maria quitandeira
vendendo maboque
os seios-maboque
gritando
saltando
os pés percorrendo
caminhos vermelhos
de todos os dias?
"maboque, m'boquinha boa
dóce dócinha"
- Mano
não pode responder
o tempo é pequeno
para vender!
Zefa mulata
o corpo vendido
batom nos lábios
os brincos de lata
sorri
abrindo o seu corpo
- seu corpo-cubata!
Seu corpo vendido
viajado
de noite e de dia.
- Luanda onde está?
Mana Zefa mulata
o corpo-cubata
os brincos de lata
vai-se deitar
com quem lhe pagar
- precisa comer!
- Mano dos jornais
Luanda onde está?
As casa antigas
o barro vermelho
as nossas cantigas
trator derrubou?
Meninos das ruas
caçambulas
quigosas
brincadeiras minhas e tuas
asfalto matou?
- Manos
Rosa peixeira
quitandeira Maria
você também
Zefa mulata
dos brincos de lata
- Luanda onde está?
Sorrindo
as quindas no chão
laranjas e peixe
maboque docinho
a esperança nos olhos
a certeza nas mãos
mana Rosa peixeira
quitandeira Maria
Zefa mulata
- os panos pintados
garridos
caídos
mostraram o coração:
- Luanda está aqui!
Luandino Vieira
in
- Antologia Temática de Poesia Africana, I – Na Noite Grávida de Punhais
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
Sons
A guitarra
é som antepassado
Partiram-se as cordas
esticadas pela vida.
Chorei fado.
Que importa hoje
se o recuso:
o ngoma é o som adivinhado
Luandino Vieira
in
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
é som antepassado
Partiram-se as cordas
esticadas pela vida.
Chorei fado.
Que importa hoje
se o recuso:
o ngoma é o som adivinhado
Luandino Vieira
in
- No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa
Conhecer Luandino
Textos dispersos de Luandino Vieira
1. Depoimento … uma impressão tão forte que faz parte duma estória futura… África – Literatura, Arte e Cultura, Vol. I, nº 1, Ano I, Lisboa, Julho 1978, p. 11
2. Abóboras, jindungo, tomate. África – Literatura, Arte e Cultura, Vol. I, nº 1, Ano I, Lisboa, Julho 1978, p. 15
3. Duas Meias Palavras. Prefácio de “O Feitiço da Rama de Abóbora”, Tchikakata Balundu, Campo das Letras, Porto, 1996.
Diversos
AngoNotícias
José Eduardo Agualusa refere distinção
Apostolado, OLuandino Vieira, Prémio Camões 2006
BEBIANO, Deize Pereira
Língua Portuguesa e Identidade Nacional em José Luandino Vieira
BEZERRA, M. A. Antony C.Linguagem e Luta em “Vidas Novas”
Boletim Africanista
Luandino Vieira regressa com novo romance
Diário de Notícias
Trinta Vultos que merecem as novas páginas da História 11.11.2005
O angolano Luandino Vieira vence Camões 2006 20.05.2006
“Luuanda” e a extinção da Sociedade de Escritores 20.05.2006
Luandino Vieira reccusa Camões por ”razões pessoais” 25.05.2006
Editorial Caminho
Notas e recensões:
NossoMusseque
A Vida Verdadeira de Domingos Xavier
Nós, os de Makulusu
João Vêncio: os Seus Amores
Luuanda
No Antigamente, na Vida
Macandumba
Velhas Estórias
ERVEDOSA, CarlosRoteiro da Literatura Angolana. Sociedade Cultural de Angola, Luanda, 1974, p. 100
FARIA, Joana Daniela Martins Vilaça deMia Couto – Luandino Vieira: uma leitura em travessia pela escrita criativa…
FERNANDES, FerreiraO Homem que disse Não
FERREIRA, CarlaTese de Mestrado sobre Luandino Vieira
FERREIRA, ManuelLiteraturas Africanas de Expressão Portuguesa. Vol. II, MEIC/Secretaria de Estado da Investigação Científica, Biblioteca Breve vol. 7, Lisboa, 1977, pp. 26, 55 e 102
FREITAS, Ednéia da Silva Faria e Izabel Maria deDois poetas mussequeiros contam suas belezices
GARCIA, José Martins
Luandino Vieira: O anti-apartheid. Colóquio Letras nº 22, Lisboa, Novembro 1974, p. 43.
GOMES, Fernando Cruz
A Glória do autor de ”Luuanda”
HEITOR, JorgeUma Estória Picaresca da Luanda Colonial. Público.pt, edição online, 24.07.2004
Instituto Português do Livro e das BibliotecasBibliografia Activa
Bibliografia Passiva
Biografia
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses
Excertos de Obras
Obras traduzidas
Prémio Camões 2006
Prémios
Jornal de Angola
Língua e identidade em Luandino Vieira
Luandino Vieira lança ”Nosso Musseque”
“Nosso Musseque” traz o nascimento da personalidade
Luandino Vieira nega Prémio Camões
KANDJIMBO, LuísEsboço para uma Bibliografia da Ficção Literária Angolana
O Exercício diferencialista da linguagem…
Verbetes de Escritores Angolanos
LARANJEIRA, Pires
1. Luandino e Vilanova, Felizes reedições. JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, 4-17 Agosto 2004, p. 20
2. Luandino, Pepetela e Ruy Duarte de Carvalho, Três reedições felizes. JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, 19 Janeiro-1 Fevereiro 2005, p. 18
Librairie Compagnie
Les dossiers bibliographiques
Luanda Digital
Macandumba (recensão)
A Página da Educação
O Regresso de Luandino
Nova CulturaA Vida Verdadeira de Domingos Xavier e Nosso Musseque (excerto e recensão)
Prof2000
Abordagem sucinta da estória Vavó Xixi e seu neto Zeca Santos
Luuanda – Obra de Transição
Marcas de Africanidade
Público
1. Nove autores lusófonos nos 100 mais do continente africano. Edição online 27.07.2002, Cultura, Livros.
2. Prémio Camões 2006 : Luandino Vieira "teve um papel fundador na reinvenção da língua". 19.05.2006.
3. Luandino Vieira rejeita Prémio Camões 24.05.2006.
RODRIGUES, Urbano Tavares
Crítica literária de «Macandumba». África – Literatura, Arte e Cultura, Vol. I, nº 3, Ano I, Lisboa, Janeiro-Março 1979, p. 342
ROSA, Patrícia Simões OliveiraA Palavra em Liberdade
SÁ, Ana Lopes deLuanda literária a várias cores: O tema do racismo em Luandino Vieira e Uanhenga Xitu
SANTA CRUZ, Maria de
Luandino e a “Maka” de Babel. in Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian/Acarte, Lisboa, 1987, p.205.
SANTOS, SeomaraA Construção da Identidade Nacional Angolana…
SILVA, Patrícia Soares
Afirmação de uma real identidade angolana
União de Escritores AngolanosBiografia
Nas Makas discute-se tudo
Excertos:
Lourentinho Dona Antónia de Sousa Neto e Eu
No Antigamente, na Vida
VelhasEstórias
VOZ DI POVO
Prémio Camões 2006 para angolano José Luandino Vieira
admário costa lindo
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