28-07-2008
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O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro foi distinguido com o Prémio Camões 2008, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa. [LER MAIS]
Na altura do anúncio da decisão do Júri estalou uma pequena celeuma, uma vez que, para a atribuição do prémio deste ano, apenas foram analisadas obras de autores brasileiros. [LER e OUVIR MAIS]
BIOGRAFIA
1941 - Nasce na ilha de Itaparica, estado da Bahia, a 23 de Janeiro, João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro. Passa a infância em Aracajú, capital do estado de Sergipe.
1947 - Inicia os estudos com um professor particular e ingressa no Instituto Ipiranga em 1948.
1951 – Matricula-se no Colégio Estadual de Sergipe. Seu pai, Manoel Ribeiro, chefe da Polícia Militar, obriga-o a praticar o latim e a copiar os sermões do Padre António Vieira, durante as férias. Devido a pressões políticas o pai transfere-se com a família para Salvador e João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto.
1956 - Conhece Glauber Rocha, seu colega no Colégio da Bahia, para onde se transferira em 1955, e entre eles nasce uma grande amizade.
1957 - Inicia a vida profissional como repórter do “Jornal da Bahia”. Passa, mais tarde, para “A Tribuna da Bahia” onde exerce o cargo de editor-chefe.
1958 – Matricula-se em Direito na Universidade Federal da Bahia, participa no movimento estudantil e, com Glauber Rocha, vira-se para a edição de jornais e revistas culturais. Concluídos os estudos de Advocacia, profissão que nunca exerceu, faz pós-graduação em Administração Pública.
1959 - É publicada a sua primeira obra literária, "Lugar e Circunstância", na antologia “Panorama do Conto Bahiano”. Trabalha na Prefeitura de Salvador como office-boy e, posteriormente, como redactor do Departamento de Turismo.
1960 - Casa com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Irão divorciar-se 9 anos depois.
1961 – Participa na colectânea “Reunião”, editada pela Universidade Federal da Bahia, com os contos "Josefina", "Decalião" e "O Campeão".
1963 - Escreve o primeiro romance, “A Semana da Pátria”, título posteriormente substituído por "Setembro não faz sentido".
1964 – Parte para os EUA com uma bolsa de estudos a fim de completar o mestrado em Administração Pública e Ciências Políticas. Em plena efervescência política as forças da repressão fazem divulgar pela televisão um cartaz com a sua fotografia e a inscrição"Procura-se". Não sabem que o esquerdista João Ubaldo Ribeiro estuda nos Estados Unidos a expensas daquele país.
1965 - Volta ao Brasil e começa a leccionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia.
1969 - Casa-se com a historiadora Mónica Maria Roters que lhe dará duas filhas, Emília (Fevereiro de 1970) e Manuela (Junho de 1972).
1978 – Separa-se de Mónica Roters. É editado nos EUA o romance "Sargento Getúlio" com tradução do próprio João Ubaldo.
1979 – É professor convidado da Universidade de Iowa, EUA, no International Writting Program.
1980 - Casa com a fisioterapeuta Berenice Batella que lhe dará dois filhos, Bento (Junho de 1981) e Francisca (Setembro de 1983). Participa no júri do prémio Casa das Américas, em Cuba.
1981 – A Fundação Calouste Gulbenkian concede-lhe uma bolsa e João Ubaldo passa a viver em Lisboa com a família. Em Portugal edita, com o jornalista Tarso de Castro, a revista “Careta”.
1982 - Participa no Festival Internacional de Escritores em Toronto, Canadá.
1982 – Estreia do filme "Sargento Getúlio" de Hermano Penna , adaptado do seu romance homónimo; premiado no Festival de Gramado - Melhor Actor, Melhor Actor Secundário, Melhor Som Directo, Melhor Filme, Grande Prémio da Crítica e Grande Prémio da Imprensa e do Júri Oficial.
1984 – Participa, com Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, numa série de nove filmes da TV estatal canadiana sobre a Literatura da América Latina.
1987 - "Viva o povo brasileiro" é escolhido como samba-enredo do carnaval pela Escola Império da Tijuca.
1990 - Vive 15 meses em Berlim, a convite da Deutsch Akademischer Austauschdienst; escreve crónicas semanais no jornal "Frankfurter Rundschau" e produz peças de teatro radiofónico.
1991 – Regressa ao Brasil. O seu romance "O sorriso do lagarto" é adaptado para televisão por Walter Negrão e Geraldo Carneiro. Escreve crónicas para os jornais “O Globo” e “O Estado de São Paulo”.
1993 – Faz a adaptação do seu conto "O santo que não acreditava em Deus" para a série “Caso Especial” da Rede Globo de Televisão. É eleito para a Academia Brasileira de Letras.
1994 – Em co-autoria com Cacá Diegues e Antônio Calmon faz a adaptação cinematográfica do romance de Jorge Amado "Tieta do Agreste". Faz a cobertura do Campeonato Mundial de Futebol, nos EUA, como enviado dos jornais “O Globo” e “O Estado de São Paulo”. De regresso ao Brasil é internado com arritmia cardíaca. Participa na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, onde lhe é outorgado o Prémio Anna Seghers.
1996 - Volta a participar na Feira do Livro de Frankfurt; é-lhe concedida a cátedra de Poetik Dozentur, na Universidade de Tubigem.
1998 - Participa no Salão do Livro em Paris.
2008 – É distinguido com o Prémio Camões, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa.
BIBLIOGRAFIA
"Setembro não faz sentido", romance 1968, com prefácio de Glauber Rocha e apadrinhamento de Jorge Amado; a obra deveria chamar-se “A Semana da Pátria”, mas o título é alterado por sugestão da editora.
"Sargento Getúlio", romance 1971, Prémio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro na categoria "Revelação de Autor" 1972.
"Vencecavalo e o outro povo", contos 1974; título inicial "A guerra dos Pananaguás".
"Vila Real”, conto 1978.
“Política: quem manda, por que manda, como manda”, ensaio 1981.
"Livro de Histórias", contos 1981.
“Vida e paixão de Pandomar, o cruel”, infanto-juvenil 1983; Prémio Die Blaue Brillenschlange 1994.
“Viva o povo brasileiro”, romance 1984; título inicial "Alto lá, meu general"; Prémio Jabuti na categoria "Romance"; Prémio Golfinho de Ouro, do Governo do Rio de Janeiro.
“Sempre aos domingos”, crónicas 1988.
“O sorriso do lagarto”, romance 1989.
“A vingança de Charles Tiburone”, infanto-juvenil 1990.
"Já podeis da pátria filhos", contos 1991; reedição de “Livro de histórias” acrescido de "Patrocinando a arte" e "O estouro da boiada"
“Um brasileiro em Berlim”, crónicas 1995.
“O feitiço da Ilha do Pavão”, romance 1997.
“Arte e ciência de roubar galinha”, crónicas 1998.
“A casa dos Budas ditosos”, romance 1999.
“O Conselheiro Come”, crónicas 2000.
“Miséria e grandeza do amor de Benedita”, romance 2000; 1º e-book lançado no Brasil; Portugal Dom Quixote 2003.
“Diário do Farol”, romance 2002; Portugal Dom Quixote 2003.
“Você me mata, Mãe gentil”, crónicas 2004.
“A gente se acostuma a tudo”, crónicas 2006.
OUTROS PRÉMIOS
Prémio Anna Seghers 1994.
Prémio Camões 2008.
comentário:
at 28/7/08 5:40 PM, Anónimo disse...
"Viva o povo brasileiro!"
Ju
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